A seguir, vou postar alguns trechinhos importantes:
Esse é outro tema que divide os cientistas. Sua formulação clássica é chamada de Paradoxo do Avô. E se alguém voltasse ao passado e matasse seu avô quando ele ainda era uma criança? O resultado é um beco-sem-saída lógico. Com o avô morto, o neto não nasceria. Logo, não viajaria no tempo para matar o avô. Logo, o avô não morreria. Logo, poderia gerar o neto. Logo, este poderia voltar no tempo e matar o avô. Logo...
O físico Stephen Hawking sugeriu que deve haver alguma lei da natureza, ainda desconhecida por nós, que impede tais eventos paradoxais. Deu a essa idéia o nome de Conjectura de Projeção da Cronologia, que afirma simplesmente: viajar ao passado é impossível. Já o físico russo Igor Novikov propôs na década de 1970 o Princípio da Auto-Consistência, que sustenta que não seria possível ao viajante alterar o passado para gerar um presente diferente. Ou seja, quaisquer ações que o indivíduo venha a desempenhar no passado são exatamente as que fariam com que o presente em que ele vive se realizasse. Em outras palavras, ele não estaria alterando o passado e, conseqüentemente, o futuro, mas fazendo exatamente todo o necessário para que o futuro acontecesse. Ou seja, se o viajante tentasse matar seu avô, não conseguiria, pois já não tinha conseguido antes. Dessa forma, a história se mantém consistente, e o avô pode seguir vivo para conhecer o neto viajante e psicopata.
O que isso explica:
- Se em LOST existe essa possibilidade de viagem no tempo, essa pode ser a explicação para Richard Alpert não envelhecer: de alguma forma ele consegue retardar a passagem do tempo. Não deve ser a toa que Ben Pergunta "Você ainda se lembra de aniversários, não é?"
- Uma hípótese que pode justificar o amadurecimento precoce de Walt, que sumiu da iloha um mês e voltou bem maior, é de que lá o tempo passaria de forma diferente. Os próprios produtores juram que contrataram Malcolm David cientes de seu crescimento e que o desenvolvimento do personagem terá explicação.


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